Este é um oratório dedicado a uma só oração: aquela que o próprio Senhor ensinou. Sete petições, sete páginas, cada uma detida no que Santo Tomás de Aquino diz dela, no que os Padres acrescentam e no que resta a quem reza. Não há aqui nada a completar nem a percorrer até o fim: são páginas para voltar, uma de cada vez, quantas vezes for preciso.
Nasceu de uma leitura. No capítulo décimo da Vida Interior Simplificada, o Padre François Pollien lê o Pai Nosso como o mapa inteiro da existência cristã, seguindo Tomás: primeiro o fim, depois o caminho, depois os meios, por fim a remoção dos obstáculos. Tudo está ali. Daquela página veio a vontade de ir à fonte e ler o que Tomás efetivamente escreveu sobre cada pedido.
Cada petição segue a mesma ordem, e a ordem é deliberada. Primeiro vem o texto do próprio Santo Tomás, traduzido do latim, porque a voz que conduz deve ser a dele e não a do editor. Depois vem o coro dos Santos, com Agostinho, Cipriano e outros comentando o mesmo pedido. Só então vem uma breve reflexão, e por fim uma oração.
As citações da Escritura aparecem em vermelho de missal dentro do texto, com a referência ao lado; quando uma delas carrega o peso do argumento, recebe um bloco próprio, com o latim da Vulgata. Ao lado de cada meditação fica a oração inteira em latim, com a petição em curso iluminada, e o dom do Espírito Santo e a bem-aventurança que Tomás lhe associa.

A fonte principal são as Collationes in orationem dominicam, os sermões que Santo Tomás pregou na quaresma de 1273, em Nápoles, no último ano de vida. Não são um tratado escolástico: são pregação, dirigida ao povo, e por isso guardam uma clareza que a Suma não precisa ter.
Ao redor delas estão os Padres que a tradição sempre leu junto ao Pai Nosso: Tertuliano, que chamou esta oração de resumo de todo o Evangelho; São Cipriano de Cartago, no De dominica oratione; Santo Agostinho, no comentário ao Sermão da Montanha. Ao pé de cada meditação está a lista do que foi efetivamente usado nela, com obra e passagem, para que se possa conferir e, sobretudo, para que se possa ir ler o original.
As passagens de Santo Tomás e dos Padres são tradução do editor, feita a partir do original latino, e não reproduzem nenhuma tradução protegida por direitos. Traduções brasileiras existentes foram consultadas apenas para cotejo, e nunca republicadas. As referências bíblicas foram conferidas uma a uma no texto de Tomás; onde a edição consultada trazia erro, prevaleceu a referência correta. O latim da Escritura segue a Vulgata Clementina.

Sou Leonardo Jacobsen, médico e católico em caminho. Mantenho estes oratórios como estudo pessoal, e os deixo abertos a quem queira acompanhar. Não são apostolado nem obra de mestre: são o caderno de quem estuda, posto à vista.
Instagram · @oratio.leoEste é mais um oratório da constelação oratio.leo, uma família de sítios dedicados aos clássicos da vida cristã. Cada um se detém sobre uma obra ou um caminho, com o mesmo cuidado de fidelidade às fontes e a mesma sobriedade.